terça-feira, abril 19, 2005
De repente
Confesso: perguntaram-me se queria sair do Porto e ir para Lisboa trabalhar. Já conheço o local, adoro as pessoas. Mas já me comprometi no Porto.
Tou de mãos atadas...
segunda-feira, abril 18, 2005
não arranjei nenhum título decente... Por isso vai sem título.
Escolher música é uma delas.
Ter em mente a(s) pessoa(s) a quem se destina, delinear o que tocar e como. Seguir um alinhamento, introduzir um ou outro elemento que perturbe para que se chame a atenção mais facilmente e não se entre naquele “abanar por abanar” ou “ouvir por ouvir”. Gosto disso.
Além disso tudo, escolher música e fazer alinhamentos para as mais diversas ocasiões despertam a minha curiosidade em ouvir mais coisas. A maioria delas novas, diferentes.
Por isso, se um dia precisarem de música (seja para o que for, não agradeçam por pedir). Eu é que agradeço.
Podem pagar (como esta menina) com queijasdas de Sintra e pasteis de Belém.
Coisas que não devem ser feitas durante as horas de trabalho
domingo, abril 17, 2005
sexta-feira, abril 15, 2005
Longe de muita coisa.
Vai ser um fim-de-semana completamente diferente. Atentemos:
o Não vou ter net
o Vou ter festas a dar com um pau
o Vou surfar sem levar carro
o Vou a Braga por umas horas
o Volto para o Porto
A minha pergunta é: “E o descanso?”
Em resposta ao Tiago
Não sei ao que te referes... Sou um inculto.
Que livro gostaria de ser... Nenhum. Porque qualquer pessoa podia pegar em mim, rasgar-me, queimar-me, escrever em mim. Ser livro deve ser mesmo difícil...
Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por um personagem de ficção?
Hmm... (merda para a falata de memória)
Como se chama mesmo a Irmão n’ “Os Maias”? Maria Eduada, não é?
Não fiquei apanhado, mas fez-me lembrar alguém...
Qual foi o último livro que compraste?
Não faço a mínima ideia... Mas deveria ser uma fotocópia. Ou um qualquer livro relacionado com criatividade/publicidade/design.
Qual o último livro que leste?
O código que dá vinte.
Que livros estás a ler?
Nenhum.. Briefings para o trabalhjo, onformação que decorre nos centros... Não ocorre mais nada. Nem há tempo.
Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
Não sei.
CRM management (acho que é esse o nome).
O livro do Bassat. Por ser estupidamente simples e complexo ao mesmo tempo.
Talvez o livro da Inês Pedrosa, que junta poemas de amor.
Mas preferia levar os 50 cds com MP3. Definitivamente. Prefiro a música.
Interessante...
(…)
" The Levitt treatment, as Steven Landsburg describes it, is based on "the identification of a suspicious pattern, a labyrinth of reasoning to rule out the innocent explanations and a compelling indictment." The results can be quite astonishing -- perhaps most of all Levitt's evidence that "legalized abortion was the single biggest factor in bringing the crime wave of the 1980s to a screeching halt."
(…)
Levitt started with the observation "that crime began falling nationwide just 18 years after the Supreme Court effectively legalized abortion. He was struck by the fact that in five states crime began falling three years earlier than it did everywhere else. These were exactly the five states that had legalized abortion three years before Roe v. Wade." Levitt doesn't necessarily conclude that crime fell "because hundreds of thousands of prospective criminals had been aborted," but he "piles pattern on pattern until the evidence overwhelms you ... He doesn't pretend to settle the matter, but in just a few pages he constructs exactly the right framework for thinking about it and then leaves the reader to draw his (or her) own conclusions.
quarta-feira, abril 13, 2005
Consultório da Maria
É a verdade. O raio do trabalho invade-me o sono, o duche, o jantar e a f**a.
Páro para me lembrar de coisas que não ocorreram durante o dia.
Será que estou afectado por alguma doença?
Como posso fazer para me curar disto?
terça-feira, abril 12, 2005
Chato, triste e desinspirado
Mas é pelo relógio que tenho de me guiar: o que encaixar no horário, óptimo. O que não encaixar... lá terá de ficar para outra altura.
Mais devaneios
Convide os seus amigos a serem cumplices da sua inscrição no MS. Convide-os para se juntarem à quadrilha e ganhe €5000 todos os dias pela quantidade de amigos. Se esses amigos convidarem outros amigos e esses outros convidarem mais ainda, a sua pontuação cresce a níveis do PIB americano. Seja um vencedor e habilite-se aos €5000 em ganza diária que oferecemos.
Seja o novo padrinho desta “Cosa nostra”.
Devaneios em trabalho (ou como nos rirmos do trabalho)
Veja como eles aprendem os valores essenciais para a vida, como a felicidade de partilhar um charro enrolado em folhas de papel de liamba.
Mostre-lhes como se faz uma sopa da melhor coca colombiana e delicie-se ao vê-los injectar o melhor cocktail de heroína e limão seleccionado.
sábado, abril 09, 2005
Ai o mar, o mar :)
E para a semana repete-se :)
PS: Amanhã mudo-me. Saio da terra que me viu nascer para outra, que vi crescer.
quinta-feira, abril 07, 2005
2415 caracteres
Ó musa inspiradora, onde estás? Cobre-me com o teu manto de inspiração, para que possa respirar melhor!
Festas
“Hmmm, vou pensar nisso. Mas será difícil. Só tenho cozinha e quarto. Sala não há. E concerteza que não vamos ter espaço para toda a gente se sentar”, disse eu, sem vontade de fazer festa e ter de limpar os restos da dita a seguir.
“Mas tens de fazer! É quase uma obrigação vossa! É o chamado chá de panela!”, insisitu.
“OK, então. Vocês levam o chá, eu tenho água e panela. Mas cada um leva o seu copo. Ou será o chá bebido da panela!”
Eh pá! É mesmo isso!
Falta o elemento de contacto. Estamos todos na mesma sala, mas em patamares diferentes de trabalhos diferentes. O que deixa menos espaço à criação, à brincadeira sobre o próprio trabalho.
Subscreva desde já o estrume ecológico.
terça-feira, abril 05, 2005
O Provérbio construído
(o resto vai para a caixinha aqui em baixo. Participem!)
Trabalho
Pouco Saldo
São as que vão para o cliente, as faladas dentro do escritório e as escritas no MSN.
Se alguém souber de um banco...
sábado, abril 02, 2005
Diferente
Sem vontade de utilizar muitas palavras.
Perco menos tempo com galanteios. Sou mais directo.
Questiono mais as coisas.
Estou mais sério. Definitivamente mais sério.
E comecei a surfar (Body-Board)
Resultado: ninguém sabe. O tempo o dirá.
Posts perdidos
Quando carreguei no botão para publicar... desapareceu. :(
sexta-feira, abril 01, 2005
Em quem penso quando escrevo?
Por seu um blog umbiguista não penso em mais ninguém quando escrevo.
Imagino situações, com outras personagens, outros tempos e outroslugares.
Se isto é um blog autobiográfico?
Não. Não pode ser. Serve mais para escape, para fazer sair as palavras que foram acumuladas durante o dia. Geralmente durante o dia de trabalho. Deixei-me de postar sobre situações que acontecem entre mim e pessoas.
Fica dito.
quinta-feira, março 31, 2005
Estados
Be right back - É o "tá-se bem, fui dar uma mijinha. Volto já para falar."
Away - Fora, longe ou "Não tou cá, ou se estou não quero saber de ninguém". Podem tentar. Mas as probabilidades de resposta variam consoante o estado de espírito e a efectiva presença física.
On the phone - É a chamada da praxe. Geralmente é de uma rapariga/mulher.
Out to lunch - Encher a pança. Está tudo dito.
Online - Falem à vontade. Respondo a toda a gente. Mas posso demorar. Não se chateiem por isso.
Sublinho o importante.
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão resaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quere passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abysmo deu,
Mas nelle é que espelhou o céu.
Pensavam que se livravam de mim?????
Não. Esta merda de blog continua com actividade, enquanto o sangue me corre nas veias e o acesso à internet estiver instalado por onde quer que eu passe e/ou esteja.
Para vosso mal, claro.
Já agora, se alguém souber de um lugar para um copy, eu aceito. Gajo multifacetado que vive para e da comunicação.
Obrigado.
terça-feira, março 29, 2005
Gritar bem alto, pleonasticamente falando
Páro, reflicto e chego quase sempre à conclusão que não vale a pena. Calar-me é a melhor solução. Não chateio os outros nem me chateio a mim.
Porque quem entende, entende. Quem não entende, que tire um curso. As minhas explicações têm um fim.
FIM
segunda-feira, março 28, 2005
Elogios
tu, felizmente próximo, és um tarado"
Eu só agradeço. Não é todos os dias que recebemos um elogio assim.
sábado, março 26, 2005
sexta-feira, março 25, 2005
quinta-feira, março 24, 2005
Retrato decimal
“Pode ser”, respondi, não muito convencido da necessidade de ir buscar pão duro e pagar por ele. Mas fui. Obedeci. Três quilos de pão duro.
Lá vim eu com três sacos de papel, sem asas, pela rua. Sentia que todos olhavam para mim (porque já sabiam que era um movimento semanal habitual).
Mas lá cheguei a casa.
“Está aqui...” atirei eu para ela, pousando o raio dos sacos na mesa da cozinha. Ela estava na sala. Estava a “mandar uns mails para uns amigos”. Ignorei. Fui para o quarto, semi-deitei-me na cama e abri um livro. Uma, duas, três páginas depois parei. Estava farto. Os óculos estavam não sei onde e não me apetecia levantar da cama. Pousei o livro e a cabeça. E deixei-me dormir.
Meia hora mais tarde ela chama-me para jantar. Não tinha vontade de comer. Apenas de a mandar “dar uma volta”. Aborrecia-me aquele prato dela, sempre com cogumelos, sempre com rebentos de soja, sempre com bambu. E polpa de tomate.
As operadoras de telemóveis
Saiba como falar entre O*****s a 0 cêntimos. Para saber mais sobre esta novidade, prima 1.
(depois de premir 1)
Caro cliente, não está abrangido por esta promoção. Prima 2 para mais informações.
(depois de premir 2)
Este atalho é inválido. Prima a tecla estrela.
(depois de premir a tecla estrela e a passar-me)
Pedimos desculpa pelo incómodo. Tente ligar noutra altura.
quarta-feira, março 23, 2005
Balofidades
Gosto de comentar, de dar a minha opinião.
Não quer dizer que ela se torne lei ou algo do género. É um opinião, como são tantas outras.
Não dar opinião, ou não me queixar do trabalho, implica que não me mexa, que a opinião crítica se ?balofe?. Eu não sou balofo. Nem de aspecto, nem de atitude. Insurjo-me quando não gostoe dou os parabéns quando gosto.
Não me cortem as asas da crítica. Não me queiram como um bibelô, por favor.
Apetece-me ser eu, para variar
| Your Porn Star Name is: Charlie Cumalot |
| It's Not Sex. It's ... : Putting the Devil Into Hell |
segunda-feira, março 21, 2005
Static on the radio
Se não escrevesses, que gostavas de fazer?
Se não escrevesse... se não escrevesse este espaço que está a ler não existiria. O que negaria a minha existência neste contexto, bem como a sua.
E poderíamos estar a dar razão a alguém, cujo nome não me lembro. Mas agora isso não interessa nada.
Tem mais alguma pergunta?
Como é que tens coragem, rapaz?
- Mas eu não quero ser funcionário público!
- Mas terás de ser. Isto é um escritório, não uma agência.
- Hmm....
De pensar tanto com a cabeça. De tentar fazer as construções ideais para agradar a um destruidor.
Doem-me as mãos. A cabeça está cheia. De palavras, vírugulas, pontos... todos juntos para tentar fazer o quê? Nada. Apenas mais uma construção para ser destruída.
Quem me dera que as mãos não doessem...
domingo, março 20, 2005
estórias estúpidas
"És um desataviado", disse-me ela, enquanto olhava para o relógio e pensava na louça que gritava por atenção. "Pensas que as coisas são lineares, sem ornametos!"
Eu disse-lhe que não.
Sem muitas certezas, porque não me tenho dono da verdade. Ela riu-se de mim. "Vai mas é pôr o lixo lá fora!", enervou-se.
Peguei no saco, nas chaves de casa e saí. Enquanto descia as escadas descobri. Não consigo separá-la do resto. Envolvo-a no trabalho, nas minhas preocupações. Em todas. E são muitas. Tantas que os dedos das mãos, pés e olhos não chegam para contar.
E cheguei a uma conclusão. Não estou destinado. Para ser o que esperam que eu seja. E projecto a imagem que não quero.
Confusa, distocida, cheia de informações e subtilezas.
Palavras, ide-vos.
Remembering
Pelo facto, alguém pediria desculpas.
sábado, março 19, 2005
Eu, como sou.
Escrevo porque não sei desenhar. Mas se soubesse desenhar não deixava de escrever. Porque as palavras dizem o que está além das imagens. Os sentimentos, medos e angústias estão todos plasmados nas palavras. A fotos servem para ajudar.
Mas será que sou melhor a conceber imagens do que a escrever?
Às vezes penso que sim....
Texto tão pessoal que toca
Pela situação e por termos saúde e estarmos impossibilitados de dispensar um bocado.
É assim que eu me sinto.
O primeiro dia depois de muitos.
Hoje, dia do recomeço, fiquei cansado, feliz e com vontade de voltar lá amanhã.
Um assunto a pensar, definitivamente.
quinta-feira, março 17, 2005
terça-feira, março 15, 2005
Gostos discutem-se
Por muito incrível que pareça aos olhos de quem me conheceu há uns tempos eu gosto de escrever. Muito, de modos diferentes, para muitas pessoas lerem. Isso justifica os três ou quatro blogs em que participo.
Cada um obedece a um modo de escrita e a um tema .
E não me apetece escrever mais nada. Estou farto de vocês, que saem depois de teclar.
segunda-feira, março 14, 2005
sábado, março 12, 2005
sexta-feira, março 11, 2005
(2:52:18) P2: o que signfica realmente descambar
(2:52:31) P1: boa pergunta
(2:52:36) P2: ou cambar
(2:52:44) P1: vuo ver
(2:52:47) P2: antes de descambar, é preciso cambar
(2:53:14) P1: v. int., cair ou inclinar-se para
um lado;
pender;
rolar, resvalar;
derivar, redundar;
fig., dizer inconveniências;
ser indiscreto.
(2:53:40) P2: sendo que cambar significa...
(2:54:02) P1:
v. int., pender para um lado;
entortar as pernas;
cambalear;
desaparecer.
de cambo = câmbio
v. int., ant., cambiar;
trocar.
(2:54:17) P1: ou seja
(2:54:17) P2: agora fiquei confusa
(2:54:24) P2: cambar é trocar
(2:54:25) P1: cambas, se pnderes p um lad
(2:54:26) P1: e descambas se penderes p outro
(2:54:29) P2: destrocar é cair
(2:54:41) P1: vá
(2:54:41) P1: n destrokes
(2:55:03) P2: mas despender é gastar, logo cambar algo por outralgo
(2:55:10) P1: ou seja
(2:55:35) P1: se eu kiser dizer k tenho coisas pendentes
(2:55:44) P1: digo k as tenho descambadas?
(2:55:48) P2: LOLOLOLOL
(2:55:53) P1: e se disser, vamos lá cambada?
(2:56:08) P1: será k significo
(2:56:16) P1: vamos lá desaparecer?
(2:56:24) P1: ou entortar as pernas?
(2:56:29) P2: mas se o teu chefe te dizer que
estás a descambar quer dizer que tens demasidos pendentes o que significa que n tás a dar vazão com gazão (2:56:43) P1: hmm
(2:56:50) P1: bem vist
(2:56:51) P1: mas...
(2:57:07) P1: ao dares vazão, podes estar a dar gazão
(2:57:11) P1: ou seja
(2:57:24) P1: ele está a dizer k estás a dar vazão com vazão
(2:57:26) P2: tens de dizer "vamos lá descamabada" quando ye referires a uma cambada de coxos
(2:57:27) P1: ??????
(2:57:44) P1: n
(2:57:47) P1: isso seria redundante!
(2:58:03) P1: n?????
(2:58:43) P1: e se tiver algo pendente?
(2:58:51) P1: será k significa k é algo descambante?
(2:59:29) P1: vou parar de pender
(2:59:34) P1: e fazer os telefonemas
(3:01:45) P2: descamab por lá baixo
(3:02:00) P1: hmm
(3:02:03) P1: interessante
(3:02:04) P1: olha
(3:02:13) P1: um insulto novo
(3:02:16) P1: vai-te descambar
quinta-feira, março 10, 2005
WIP
Vejo todo o trabalho que faço como um Work in Progress.
Todos precisam de reajustes, de serem refeitos em partes. Não deixo que seja aprovado sem que os leia 300 vezes. Exijo-me perfeição, ou tentativa de alcançar a melhor proposta possível. Embora existam clientes a quem não interessa isso. Mas tento sempre ser o melhor que consigo. Exaspero-me por causa disso. Passo pela frustração e consequente baixar de defesas, reaparecer, refazer e reformular e, novamente, a ideia de "coisa conseguida", felicidade, desespero, re-frustração.
Tem de ser assim. Porque penso ser esse o caminho.
quarta-feira, março 09, 2005
Expresso
Ora o Expresso revela uma faceta que ninguém conhecia: vai dedicar-se a mostrar o mapa das melhores casas de protitutas de Portugal e dos melhores restaurante a elas ligados.
Parabéns.
Mais um dia, mais uma volta, mais uma moeda
Foi o comentário matinal, quando o Nuno chegou com a bendita chave para abrir o escritório.
sábado, março 05, 2005
Pessoas
Rói as unhas, mas está a fazer um esforço para deixar de fazer isso.
Gostava de falar com o resto das pessoas, mas não sabe muito bem como o fazer.
É reservada. Vê número. Muitos. E não entende como é que os outros não são capazes de fazer um telefonema por eles próprios. Além disso tudo, tem a desvantagem de estar num sítio onde a composição é quase só de homens.
Manda "beijinho" no final de cada telefonema.
sexta-feira, março 04, 2005
Modus Operandi
Entrar sorrateiramente, sentar-me, responder a todos os trabalho rapidamente. Fazer as perguntas por MSN a apenas duas pessoas.
Sair com a última pessoa. E assim consigo que ninguém me entre na cabeça a chatear.
quinta-feira, março 03, 2005
Serra da Estrela
As tampas da água Serra da Estrela rompem todas por cima.
Será para que os clientes não re-utilizem as ditas garrafas? Porque se é esse o caso, estamos a falar de uma empresa com o nome de uma montanha que não se preocupa com a própria natureza.
Ez Special
Construções na areia
Ah pois é!
Tão simples quanto uma assinatura.
quarta-feira, março 02, 2005
Cheiros
Nota: não quero deixar perfume. Só quero mesmo tirar cheiros.
O copy no trabalho
terça-feira, março 01, 2005
Melhor
Caso contrário, teria adormecido.
Dominar-me
Aprender que um trabalho não é um blog, que um cliente é um gajo que quer algo que não sabe bem o que é, mas que não é o que lhe dão, quando na verdade acaba por comer aquilo que recusou à primeira.
Aprender que tenho de dominar todo o impulso criativo, que não cabe num espaço que tem, obrigatoriamente, que informar.
Informar. Meter in formas, na brincadeira com a palavra.
Medo:
- de imprimir coisas a mais e, para isso, contribuir para o aumento dos gastos.
- de fazer as perguntas mais estúpidas porque as pessoas estão a trabalhar.
- de abrir o programa, com medo que a pessoa que estav alá sentada tenha deixado mails prontos a enviar.
Vontade:
- de trabalhar. Muito, para além do horário e antes dele.
- de fazer bem. Decorre do medo de falhar.
- de ser grande. Fazer tudo bem e bonito. Mas sem me tornar num pretensioso de merda.
segunda-feira, fevereiro 28, 2005
CREEP
Couldn't look you in the eye
You're just like an angel
Your skin makes me cry
You float like a feather
In a beautiful world
I wish I was special
You're so fuckin' special
But I'm a creep, I'm a weirdo
What the hell am I doing here?
I don't belong here
I don't care if it hurts
I wanna have control
I want a perfect body
I want a perfect soul
I want you to notice
When I'm not around
You're so fuckin' special
I wish I was special
But I'm a creep, I'm a weirdo
What the hell am I doing here?
I don't belong here
And she's running out the door
She's running
She'll run, run, run, run
Run
Whatever makes you happy
Whatever you want
You're so fuckin' special
I wish I was special
But I'm a creep, I'm a weirdo
What the hell am I doing here?
I don't belong here
I don't belong here
domingo, fevereiro 27, 2005
Notas da noite
04:57 - "Olha, és muito parecido com o JK, sabes quem é?"
04:57 - "Olá! És muito parecido com o JK"
04:58 - "És muito interessante"
Resposta a cada uma das tentativas: "Obrigado".
Aditamento: Acho que não me dou muito bem com elogios...
sexta-feira, fevereiro 25, 2005
Expressões - post para sempre inacabado -
(aceitam-se mais propostas)
segunda-feira, fevereiro 21, 2005
domingo, fevereiro 20, 2005
Classificações
Não vou dizer em quem votei, claro. Mas a maioria era-me indiferente.
Vamos aos próximos quatro anos...
sábado, fevereiro 19, 2005
Final do dia
Ora bolas! Foi para isso que andei a estudar não sei quanto tempo. Foi por isso que li não sei quantos livros, sites, folhas de eucalipto e encartes de papel higiénico!
Eu tento escrever o mais rapidamente possível porque sei que as coisas são para ontem! E como não quero fazer ninguém esperar por mim, despacho-me.
Porque me preocupo com os outros!
quinta-feira, fevereiro 17, 2005
A pensar e a ver
terça-feira, fevereiro 15, 2005
Encontro com o passado
Fui pelos locais perto da minha antiga casa. E as alterações são muitas... O "monte-cross" desapareceu.
Era o sítio para onde íamos andar de bicicleta. Havia lá uns saltos muito porreiros para quem tinha coragem de desafiar a gravidade. Foi lá que parti o quadro da minha primeira BTT. Um salto demasiado alto para a bicicleta. Eu fiquei intacto. Ela não.
Agora já não é um monte para onde se possa dar umas voltas de BTT. Vai ser um empreendimento de vivendas :(
Depois passei por outro monte. Onde íamos acampar com os escuteiros... Deixou de o ser. Mais um empreendimento do mesmo género.
E, last but not least, passei por outro sítio. Está igual. A rua em melhor estado, é certo. Mas vivem lá as mesmas pessoas. E pessoa e não sei quê.
Parei. Olhei. E segui o meu caminho. Não quis tocar à porta.
sexta-feira, fevereiro 11, 2005
E pronto
It tastes good.
Pelo menos a vista é fixe ;)
Difícil
Mas não gosto de indefinições. Porque gastar tempo e recursos (massa cinzenta) à sorte deixa-me doido!
quinta-feira, fevereiro 10, 2005
Mudar
E tento fazer o mesmo comigo.
Por isto estive a pensar em tirar o computador do quarto e mudá-lo para a sala. E criar uma grande workstation, entre o meu computador e o do meu irmão. Os dois lado a lado a funcionar. Mas o espaço não é suficiente. Mas continuo a querer tirar o computador do quarto. E a TV, se conseguir. Acho que vou ocupar uma outra qualquer divisão da casa (a cozinha seria agradável, garanto-vos).
quarta-feira, fevereiro 09, 2005
Landslide
I climbed a mountain and I turned around
And I saw my reflection in the snow covered hills
?til the landslide brought it down
Oh, mirror in the sky, what is love?
Can the child within my heart rise above?
Can I sail through the changing ocean tides?
Can I handle the seasons of my life?
Well, I?ve been afraid of changing cause i?ve
Built my life around you
But time makes you bolder
Even children get older
And I?m getting older, too
Well, I?ve been afraid of changing cause i?ve
Built my life around you
Time makes you bolder
Even children get older
And I?m getting older, too
I get older, too
I took my love and took it down
I climbed a mountain, I turned around
And if you see my reflection in the snow covered hills
The landslide brought it down
The landslide brought it down
terça-feira, fevereiro 08, 2005
Perguntas estúpidas a umas horas do mesmo estirpe
A hora não engana
Depois de estar muito chateado, f****o, até, fiz as pazes, resolvemo-nos e divertimo-nos como não fazíamos há muito..
Será que não pode ser véspera de Carnaval todos os dias?
segunda-feira, fevereiro 07, 2005
Medellia of the gray skies
you're the gods forces struck down somewhere
you're a secret noticed, you're a mystery sky
you're a wish floated up to the night
medellia of my eyes, you're the emptiness of i
you're the reason that i write
and if you say you will. i will love you still
and if i could, i'd throw away this world
i'd dress you all in pearls
i'd give you what you wanted
you're all i notice in a crowded room
you're vacant motives unmoved, revealed
medellia of my eyes, you're the emptiness of i
you’re the reason that i drive
and if you say you will. i will love you still
and if i just could be anything for you
just anyone at all
anything that mattered, washed out
you’re the silly reasons in a goldfish laugh
you’re the ageless season at rest at last
quarta-feira, fevereiro 02, 2005
Há dias assim
sexta-feira, janeiro 28, 2005
ANUN
Ela sabes de tudo o que se passa na minha vida. Sabe quando estou bem, na fase "positiva" - como costumo dizer - ou quando estou mal, na fase "pré-depresão". Sabe como falar comigo. Dá-me toda a atenção de que preciso. Somos incapazes de ficar chateados e, para nós, casamento é palavra da qual fugimos. Talvez pelo que implica a separação (e conhecermos o que traz de consequências).
Somos diferentes. Ela está nos números, grandes empresas, contas, contabilidade, contagens, imobilizado corpóreo, taxas de câmbio, Banco de Portugal, audits...
Eu estou nas letras. Criatividade, textos, palavras, blogs, MSN, música, arquitectura.
E mesmo assim (ou talvez por isso) coseguimos ter conversas excelentes. Somos diferentes de muitos pares que vemos. Somos incapazes de ficar um jantar inteiro a olhar para a televisão, embora possamos partir dela para discutir sobre assuntos. Ela espanta-se por eu ter lampejos de criatividade a meio de jantares e outras ocasiões. Admira-se por eu trabalhar a horas tardias, por não ter uma "fatiota" de trabalho e por eu comprar sapatilhas estranhas.
Ela é mais comedida. Tem de andar de fato a semana toda. Usa saltos altos (que abominava há uns anos atrás) e tem vida de "adulta". Lida com contas, vidas de pessoas. Sabe que uma decisão dela pode despedir pessoas. Mas preocupa-se com isso. Muito. Tem coração. É prestável e amiga. Sobretudo amiga. A minha melhor amiga, sem sombra de dúvidas. A pessoa que melhor e mais me conhece.
Além disto tudo ainda namoramos. Se pensamos no futuro? Não. Um dia de cada vez. Não temos a noção dos anos a que namoramos. Não há aquela "boca" de: "Fazemos não-sei-quanto-anos de namoro daqui a 3 dias, 2 horas, 10 minutos e 30 segundos."
Mas, como dizemos, não somos exemplo para ninguém. Claro que temos brigas, discussões. E somos incapazes de deitar a cabeça na almofada chateados um com o outro. É preferível dizer tudo de uma vez que acumular. Não andamos para desperdiçar o tempo do outro.
Felizmente.
E pronto. Acho que disse muito. Podem comentar que eu não vou ler...
Aproveitar
É verdade
Desde que tenho último album dos The Gift que não consigo ouvir mais coisas diferentes. Enchem-me as medidas. Músicas diferentes umas das outras. Cinematográficas, lindas, carentes de construção por parte de quem ouve. Gosto deles. São bons. Conseguem juntar um monte de referências diferentes sem perderem a identidade própria. Admiro isso. Tento ser assim.
Pensamento do dia
Afinal de contas ainda me rio com isso...
quinta-feira, janeiro 27, 2005
segunda-feira, janeiro 24, 2005
sábado, janeiro 22, 2005
Nada para dizer.
quarta-feira, janeiro 19, 2005
Telefonema
Era o telefonema que esperava. "Tenho boas notícias. Vai ser como planeámos. E já tenho aqui uma coisa para tu fazeres."
Fiquei gelado, parado. Estava à espera há tanto tempo e agora não saberia como reagir. Acedi, disse um "fixe" e perguntei qual o trabalho e todas as informações que soubesse sobre ele.
E pronto. 19 minutos depois desligo a chamada, contacto quem está online e uma pessoa que está offline.
Começa agora um novo capítulo.
Reabertura
Agradeço os milhares de e-mails enganados que me enviaram sobre medicamentos para as depressões, engrandecimento do pénis (embora a minha parceira defenda que não preciso disso) ou a anunciar que sou o feliz vencedor de um qualquer prémio.
Para essas pessoas, o meu "obrigado".
segunda-feira, janeiro 17, 2005
Interrompo porque sim.
Gostava de ver o que o Luís Filipe Vieira teria a dizer sobre isto...
quarta-feira, janeiro 12, 2005
Estava a passear por aí e lembrei-me de me descrever.
You make conversations that cannot be heard
How long until you notice that
No one is answering back
terça-feira, janeiro 11, 2005
The Gift - Fácil de Entender
"Talvez por não saber falar de cor, imaginei. Talvez por saber o que não será melhor, aproximei. Meu corpo é o teu corpo, o desejo entregue a nós...sei lá eu o que queres dizer. Despedir-me de ti, "Adeus, um dia, voltarei a ser feliz." Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor não sei o que é sentir. Se por falar, falei, pensei que se falasse era fácil de entender. Talvez por não saber falar de cor, imaginei. Triste é o virar de costas, o último adeus sabe Deus o que quero dizer. Obrigado por saberes cuidar de mim, tratar de mim, olhar para mim... Escutar quem sou e se ao menos tudo fosse igual a ti... Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor não sei o que é sentir. Se por falar, falei, pensei que se falasse era fácil de entender. Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor não sei o que é sentir. Se por falar, falei, pensei que se falasse era fácil de entender. É o amor que chega ao fim. Um final assim, assim é mais fácil de entender... Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor não sei o que é sentir. Se por falar, falei, pensei que se falasse é mais fácil de entender. Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor não sei o que é sentir. Se por falar, falei, pensei que se falasse era fácil de entender."
Citando
god bless us all, for what we think and feel is all we really have. but when is too far far enough. no limit that i ever knew really matters. there is strength in the dirt of your garden sorrows, there are no more tomorrows, only blissed todays, purple and immeasurable, in stature and stealth, because the sun is always sneaking around behind your sneaky back, can you hear us because if you can't we will turn it up till your ears bleed nascent approving harmony. it's all good, and don't you forget it. the fourth wall is down and deserves to stay down, because all you are really watching in others is yourself, the third generation t.v. reflection. time is never time at all. there is no time, no heartbeats, no babies, no french fries, just spider webs strung to oscillate the fever pitch of blandkind, oops i mean mankind. once the sonic dart leaves your fingers, it is hard to get back. scratch, sniff, observe, obey, deceive, distort, disarm it all, the bomb is on and ticking. we know but we ain't telling anyone anything, because we know nothing. "t.v. generation x.y.u," zero command calling, capt. coconut sounds the alarm, every band you ever like has reformed and is playing on a single bill, one night only at the bottom of the ocean. once it is gone there is no going back, and it is never ever the same. wave to the magic balloons with your names attached, 5 zillion strong circling the precious earth in search of a friend in search of another.
i hope you all find what you need in whatever hole you peer down, whatever cloud you peek behind, let the disaster dukes masticate on the green grass of hope and love. this year is the most joyous and happy, mournful and sad year i have known. life is good bleats the bleating heart, and it keeps on bleating like an 808. never ever forever tomorrow comes, new dawns blister, new songs to be sung. the aeroplane flies high, turns left, looks right. the aeroplane knows you know, sings the song of truth, of redemption, of sorrow. look no further than your dirty feet. -- Billy Corgan
Lindo
A foto escrita
Desarrumação.
Desencadeada por um fio no qual tropecei. Comecei por arrastar a prateleira de madeira (cds, livros e mochilas eram a decoração da mesma). Depois foi a secretária de madeira. Desencostei tudo da parede. Tudo para o meio do quarto.
Depois fui buscar a secretária de vidro que pairava triste e desocupada no outro quarto. Trouxe-a para aqui. O PC foi montado noutro lugar. Em vez da prateleira, foi para cima da secretária. Os fios foram amarrados, para poupar na confusão. Os livros têm outro arranjo e as mochilas, sacos de tiracolo e outras coisas que tais ficaram a ocupar o espaço de 15 cm entre o guarda-fatos e a parede (espaço que não se pode aniquilar por causa da ligação da net).
Resultado intermédio. Muitos papeis espalhados. Cds, DVDs, cadernos e esferográficas espalhadas pelo chão.
Resultado final.
Uma prateleira mais funcional. Um espaço dedicado ao leitor de MP3 (para que não sobrecarregue o PC), uma secretária de vidro e um novo modo de iluminção do "working space". Um mimo, digo-vos. Um mimo.
Pena é que o raio do teclado pareça torto. Mas a afinação nos pés da secretária irão resolver isso.
segunda-feira, janeiro 10, 2005
Que merda!
Cansado
Está frio, e pronto
E este frio é implacável com o que temos de fazer. Eu explico: deveria ter saído de casa para fazer uns contactos e não sei quê. Não fui. Porque está frio. Demasiado frio. As mãos estão inchadas por causa das frieiras, o que é mais um motivo para ficar dentro de casa, onde o frio não entra de forma tão acutilante.
Por isso tenho tempo para escrever posts descabidos como este.
Acho que o melhor é mesmo pegar nas luvas e sair.
Até já.
domingo, janeiro 09, 2005
sexta-feira, janeiro 07, 2005
Cola
E algumas dessas "músicas-cola" conseguem ser mais. São pontas de novelo, que me levam para situações passadas, com pessoas passadas, em locais que prefiro não relembrar. Não é preferir, mas é "ter de" não relembrar. Porque o tempo passa e o que era futuro é agora presente e não tem nada a ver com o idealizado...
Mas são músicas do que falas? SIm, mas não. São músicas, pessoas, situações e nomes. Sobretudo nomes. "Uma borracha, por favor!" Tenho de apagar.
Manutenção
Que venha o novo ano.
segunda-feira, janeiro 03, 2005
Esclarecimento
Estado do mar
sábado, janeiro 01, 2005
O último dia, à distância que se impõe
Boa noite.
(Intervalo).
Bom dia, bom almoço e continuemos até amanhã.
sexta-feira, dezembro 31, 2004
O que nunca será o que poderá ser o último post.
Cores
quinta-feira, dezembro 30, 2004
Tempo
quarta-feira, dezembro 29, 2004
Resultado parcial
Acho que não tinha vontade. Porque as conversas encheram a tarde. Muito. De forma intensa.
Perdem-se medos, contam-se histórias (verdadeiras) e assim se conhecem as pessoas.
É bom que isso vá acontecendo. Faz-me acreditar mais nas pessoas. E preciso disso. Afinal de contas é o que conta.
terça-feira, dezembro 28, 2004
Rugas
Já começo a ter as primeiras rugas
Rugas...
Começam-me a nascer as primeiras rugas
Rugas de chorar
Rugas de sorrir
Rugas de cantar
Começo a franzir
Rugas de chorar
Rugas de cantar
Rugas de sentir
Rugas...
Rugas...
Já começo a ter as primeiras rugas
Rugas...
Começam-me a nascer algumas rugas
A voz da Manuela Azevedo cai que nem uma luva...
O que fiz
Mas gosto de saber tudo. Mesmo tudo.
segunda-feira, dezembro 27, 2004
domingo, dezembro 26, 2004
As coisas vão recomeçar.
Seja. Andámos algum tempo assim. Tu em GMT+5 e eu em GMT-1.
Desconversados. Desencontrados. Desfalados. Desentendidos (sem implicar discussão).
Hoje encontramo-nos (ou fizemos a primeira ronda de negociações para isso). Espero reencontrar-te. Ando a precisar de mim.
Resultado
sábado, dezembro 25, 2004
sexta-feira, dezembro 24, 2004
Mensagens de Natal
Não respondi a todas as pessoas que me enviaram mensagens de Natal. Porque não carreguei o telemóvel. Shame on me.
quinta-feira, dezembro 23, 2004
Segredo
Cruzar dados
E se me dizes que sim e eu não, como ficamos?
Afinal de contas temos de ter um timming.
Acertemos, pois, os relógios.
Um post escrito com muito prazer.
Numa de citar, porque me apetece
Com a mesma doçura duma máquina untada que se move sem fazer barulho
Sinto-me bem quando ela assim vai e ponho-me imóvel
Para não desmanchar o equilíbrio que me faz tê-lo desse modo
Pressinto que é nesses momentos que o meu pensamento é claro
Mas eu não o oiço e silencioso ele trabalha sempre de mansinho
Como uma máquina untada movida por uma correia
E não posso ouvir senão o deslizar sereno das peças que trabalham
Eu lembro-me às vezes de que todas as outras pessoas devem sentir isto como eu
Mas dizem que lhes dói a cabeça ou sentem tonturas
Esta lembrança veio-me como me podia vir outra qualquer
Como por exemplo a de que eles não sentem esse deslizar
E não pensam em que o não sentem"
"Tenho tanto sentimento
Que é freqüente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.
Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.
Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar."
Fernando Pessoa, 18-9-1933
quarta-feira, dezembro 22, 2004
Cito-te, porque me reflicto aí
Acho que estou a ficar com fama de ter mau feitio. Mas mais vale ter a fama - e o proveito - de ter mau feito, berrar, espernear, passar-me e até mandar uns bojardos sem filtro, do que calar e falar nas costas, engolir e arranjar uma úlcera no estômago. Não me faço de santa e às vezes passo-me. Não quero com isso dizer que não goste das pessoas com quem berro, antes pelo contrário. É quando me calo que desisto, é quando me calo que o verdadeiro caldo fica entornado. Enquanto mando vir, importo-me, interesso-me, afecto-me. Sem diplomacia, mas com respeito. Enquanto me manifesto, as coisas rolam.
Não pensem o pior me mim, critiquem-me para eu crescer. Isso, eu contesto, mas agradeço. Preciso que me entendam e me concedam alguma amplitude de movimentos, uma margem fixe de segurança. Porque fica tudo bem. Quem em conhece já sabe que é assim. Fervo em pouca água, mas é cristalina. Faço um esforço enorme para entender toda a gente, mas há dias em que o que me irrita me frita, e eu fervo e bato no tecto, mas ainda assim nunca mando ofensas mesmo pessoais e demolidoras. É só bojardos, carvalhadas (é das más companhias porque não foi assim que fui educada), e muito foguete de vista. Depois esfuma-se tudo e voltamos às boas. Eu volto. Pelo menos, eu volto."
PS: Por favor, não me comentem. Eu não vou ler
Terror de um copy
Não há hipótese. Encomendou mesmo a alma ao criador... Merda. Não há ninguém a quem pedir uma esferográfica emprestada. No café usam daqueles comandos electrónicos... QUE FAZER?
terça-feira, dezembro 21, 2004
Em casa
Dia 1:
Está a correr bem. Pude ir par ao café do murinho, o que permitiu ouvir as conversas dos velhotes que lá param. As ideias foram surgindo e anotadas.
Em casa: falou-se com as pessoas, leu-se, arrumou-se e fez-se a revisão de alguns textos.
sexta-feira, dezembro 17, 2004
quinta-feira, dezembro 16, 2004
Afirmação de princípios
quarta-feira, dezembro 15, 2004
Mais velho
Gosto muito do Miguel e da Luísa.
(apeteceu-me dizer isto)
terça-feira, dezembro 14, 2004
segunda-feira, dezembro 13, 2004
sábado, dezembro 11, 2004
quinta-feira, dezembro 09, 2004
Só para que se saiba
ARTIGO 24.º
(Processo de remoção de dejectos de animais)
-
Os proprietários ou acompanhantes de animais devem proceder à limpeza e remoção imediata dos dejectos produzidos por estes animais nas vias e outros espaços públicos, excepto os provenientes de cães-guias quando acompanhados por cegos.
-
Os dejectos de animais devem, na sua limpeza e remoção, ser devidamente acondicionados de forma hermética, nomeadamente em sacos plásticos, para evitar qualquer insalubridade.
-
A deposição de dejectos de animais, acondicionados nos termos do número anterior, deve ser efectuada nos equipamentos de deposição de RSU existentes na via pública, mais especificamente, contentores e papeleiras ou, se dentro do horário da recolha porta-a-porta, junto de outros resíduos colocados na via pública.
PESSOAS QUE NÃO VEJO HÁ ALGUM TEMPO E QUE GOSTARIA DE REENCONTRAR - PARTE III
PESSOAS QUE NÃO VEJO HÁ ALGUM TEMPO E QUE GOSTARIA DE REENCONTRAR - PARTE II
Lembro-me do Pedro Renato, das zangas no ciclo, da festa na Torre (mais concretamente no 8º C), da piscina da Ponte, de Nogueira e de meia de leite nas Frigideiras do Cantinho, numa manhã de sol, vestida de fato preto e saltos altos. Já lá vai algum tempo.
n sabes q estamos masi rpeparados p acolher as imagens d q as palavras?
"Não sabes que estamos mais preparados para acolher as imagens do que as palavras?"
E se eu quiser encher o mundo de palavras? Serei um excluído? E se a imagem domina gostaria de saber como dizer (por imagens) a alguém que gosto dessa pessoa? Ou o contrário?
Warning
O que significa esta assinatura do blog?
Significa que o que escrevo neste espaço é, em parte, pessoal. Posso falar do que quiser. Desde o número de quilómetros que andei num dia, passando pelas brincadeiras da Juma, ou do telemóvel que caiu umas 20 vezes ao chão... Os temas são tantos como as coisas que vejo, penso, ouço e faço durante um dia.
PESSOAS QUE NÃO VEJO HÁ ALGUM TEMPO E QUE GOSTARIA DE REENCONTRAR - PARTE I
Um exemplo. Quarta-feira encontrei uma amiga que não via há muito tempo. Crescemos juntos. Ela foi para um curso de ensino e eu fiquei no curso em que fiquei. Deixei de a ver durante muito tempo. O irmão dela morreu, entretanto, e ela acabou com o namorado de longa data (lembro-me de namorar com uma rapariga e encontrar-me com ela e o ex) pelo simples facto de a mãe dele não a "aceitar" - eu dou o nome de falta de tomates da parte dele.
Voltando ao assunto: tive saudades. Do tempo em que ela e a minha prima resolviam pegar comigo e atirar-me para dentro do tanque da roupa. Às vezes eu tinha sorte. O tanque não tinha água.
Ou da altura em que íamos para a arrecadação da nossa ama ver as coisas antigas que ela lá tinha e mexer nas cebolas e batatas que ela lá guardava.
Também tive saudades do tempo em que nós os dois fomos amigos coloridos. Não que tenha saudades da relação. Mas pelas situações cómicas que nos aconteceram.
Mas ela continua com o que lhe era mesmo característico. As covinhas na cara quando se ri. E a abertura de espírito. Tenho de voltar a encontrar-me com ela...
Nívea
quarta-feira, dezembro 08, 2004
É Inverno
A vantagem está nos casacos e no bom que é ficar na cama.
terça-feira, dezembro 07, 2004
É mesmo muito bom
segunda-feira, dezembro 06, 2004
domingo, dezembro 05, 2004
Constatações
É uma merda esta forma de estar e ser do ser humano. Só quando não temos as coisas é que lhes damos valor.
O que vale é que de vez em quando reencontramos essas pessoas. Felizmente.
sábado, dezembro 04, 2004
Mentiras bem mal contadas
You Are a Pundit Blogger! |
Your blog is smart, insightful, and always a quality read. Truly appreciated by many, surpassed by only a few. |
sexta-feira, dezembro 03, 2004
Política
Se o Marques Mendes fizesse o programa eleitoral do PSD ficaria indeciso.
quinta-feira, dezembro 02, 2004
"Escreves bem"
E a minha boz é uma merda. Naum teim xama, neim forssa neim nada.
Neim sei cumo é poçibel aurguém falar cumigo.
Es.te tem dedicatória (agora corrigido)
Mes.mo que ainda nada s.eja certo.
quarta-feira, dezembro 01, 2004
Finalmente
Desde ontem que não conseguia aceder.
Agora é tarde. Esqueci-me do que tinha para escrever...