quinta-feira, março 31, 2005

Estados

Busy - Ocupado. Significa que tenho que fazer, que teclar com alguém é quase missão impossível, ou passageira ou não muito agradável. Evitem-me neste estado.

Be right back - É o "tá-se bem, fui dar uma mijinha. Volto já para falar."

Away - Fora, longe ou "Não tou cá, ou se estou não quero saber de ninguém". Podem tentar. Mas as probabilidades de resposta variam consoante o estado de espírito e a efectiva presença física.

On the phone - É a chamada da praxe. Geralmente é de uma rapariga/mulher.

Out to lunch - Encher a pança. Está tudo dito.

Online - Falem à vontade. Respondo a toda a gente. Mas posso demorar. Não se chateiem por isso.

Evoco a quinta emenda

Seja ela qual for...

Horas

Se as tuas horas são diferentes das minhas horas, porque razão haveremos de acertar relógios?

Sublinho o importante.

MAR PORTUGUEZ

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão resaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quere passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.

Deus ao mar o perigo e o abysmo deu,
Mas nelle é que espelhou o céu.

Pensavam que se livravam de mim?????

Um gajo não pode escrever sobre qualquer merda que lhe aconteça ou que imagine que é isto: um burburinho (adoro esta palavra) sobre fechos e encerramentos e mortes!
Não. Esta merda de blog continua com actividade, enquanto o sangue me corre nas veias e o acesso à internet estiver instalado por onde quer que eu passe e/ou esteja.
Para vosso mal, claro.

Já agora, se alguém souber de um lugar para um copy, eu aceito. Gajo multifacetado que vive para e da comunicação.
Obrigado.

terça-feira, março 29, 2005

Gritar bem alto, pleonasticamente falando

Muitas das vezes apetece-me gritar bem alto o que penso.
Páro, reflicto e chego quase sempre à conclusão que não vale a pena. Calar-me é a melhor solução. Não chateio os outros nem me chateio a mim.
Porque quem entende, entende. Quem não entende, que tire um curso. As minhas explicações têm um fim.
FIM

segunda-feira, março 28, 2005

Correr para nada

Obrigado, tá?

Elogios

"a**** diz:
tu, felizmente próximo, és um tarado"
Eu só agradeço. Não é todos os dias que recebemos um elogio assim.

sexta-feira, março 25, 2005

Qual a razão para o lobo ser sempre o mau da fita nas histórias para crianças?
Talvez seja por isso que o da Malcata esteja em risco.
"The only stupid question is the one that is not asked."

quinta-feira, março 24, 2005

Retrato decimal

“Bem”, disse ela, “vais ali ao padeiro e trazes-me o que te pedi?”
“Pode ser”, respondi, não muito convencido da necessidade de ir buscar pão duro e pagar por ele. Mas fui. Obedeci. Três quilos de pão duro.
Lá vim eu com três sacos de papel, sem asas, pela rua. Sentia que todos olhavam para mim (porque já sabiam que era um movimento semanal habitual).
Mas lá cheguei a casa.
“Está aqui...” atirei eu para ela, pousando o raio dos sacos na mesa da cozinha. Ela estava na sala. Estava a “mandar uns mails para uns amigos”. Ignorei. Fui para o quarto, semi-deitei-me na cama e abri um livro. Uma, duas, três páginas depois parei. Estava farto. Os óculos estavam não sei onde e não me apetecia levantar da cama. Pousei o livro e a cabeça. E deixei-me dormir.
Meia hora mais tarde ela chama-me para jantar. Não tinha vontade de comer. Apenas de a mandar “dar uma volta”. Aborrecia-me aquele prato dela, sempre com cogumelos, sempre com rebentos de soja, sempre com bambu. E polpa de tomate.

As operadoras de telemóveis

Olá, bom dia.
Saiba como falar entre O*****s a 0 cêntimos. Para saber mais sobre esta novidade, prima 1.
(depois de premir 1)

Caro cliente, não está abrangido por esta promoção. Prima 2 para mais informações.
(depois de premir 2)

Este atalho é inválido. Prima a tecla estrela.
(depois de premir a tecla estrela e a passar-me)

Pedimos desculpa pelo incómodo. Tente ligar noutra altura.

Lembrei-me!

Eu sou o que aqui escrevo.
Se o que aqui escrevo é giro...
Voltei a esquecer-me...

Gosto, pronto

Afaguem-me o ego. Só o ego.

quarta-feira, março 23, 2005

Balofidades

Gosto de comentar, de dar a minha opinião.
Não quer dizer que ela se torne lei ou algo do género. É um opinião, como são tantas outras.
Não dar opinião, ou não me queixar do trabalho, implica que não me mexa, que a opinião crítica se ?balofe?. Eu não sou balofo. Nem de aspecto, nem de atitude. Insurjo-me quando não gostoe dou os parabéns quando gosto.
Não me cortem as asas da crítica. Não me queiram como um bibelô, por favor.

Música

Eu já disse que a música deste blog é das mais bonitas que alguma vez ouvi?
Levanta os cantos da boca, os olhos iluminam e o peito enche-se de ar. Novo ar. E com ele novo alento.

(mas a versão que aqui corre não está completa)
Se não fosse por querer tanto...

Apetece-me ser eu, para variar

Your Porn Star Name is: Charlie Cumalot




It's Not Sex. It's ... :
Putting the Devil Into Hell


Mais um

Só gostava de me sentir mais contente.

Desafabo (eu sei que está mal)

Só quero conseguir aliviar a pressão.

segunda-feira, março 21, 2005

Static on the radio

3 A.M. I’m awakened by a sweet summer rain… distant howling of a passing southbound coal train. Was I dreaming or was there someone just lying here beside me in this bed? Am I hearing things? Or in the next room, did a long forgotten music box just start playing? And I know ¾ it’s a sin putting words in the mouths of the dead. And I know ¾ it’s a crime to weave your wishes into what they said. And I know — only fools venture where them spirits tread. ‘Cause I know ¾ every word, every sound bouncing ‘round my head. Is just static on the radio. Everything I think I know is just static on the radio. Midnight rendezvous with a pretty girl, wearing a torn and tear-stained gown. Like a ghost ship she appeared from nowhere on a lonely highway and flagged me down. I gave her a lift downtown to the Greyhound station and in the flicker of the neon lights, she kissed me goodbye, and in the mirror of her eyes I saw my own reflection. And I know ¾ the blind will sometimes lead the blind. And I know ¾ through shadow lands and troubled times. And I know ¾ forsaking love, we seek the signs. And I know ¾ of truths forever hid behind. The static on the radio. Everything I think I know is just static on the radio. Now there’s a church house about a stone’s throw down from this place where I been staying. It’s Sunday morning, and I’m sittin’ in my truck listening to my neighbor sing. Ten years ago I might have joined in, but don’t time change those inclined to think less of what is written than what’s wrote between the lines? ‘Cause I know ¾ dreams are for those who are asleep in bed. And I know ¾ it’s a sin putting words in the mouths of the dead. ‘Cause I know ¾ for all my ruminations I can’t change a thing. Still I hope ¾ there’s others out there who are listening. To the static on the radio. Everything I think I know is just static on the radio. Ain’t praying for miracles, I’m just down on my knees. Listening for the song behind everything I think I know. Everything I think I know is just static on the radio. Everything I think I know is just static on the radio.

Qual é a negação da negação?

Faz algum setido ela existir?

Se não escrevesses, que gostavas de fazer?

Ainda bem que pergunta isso.
Se não escrevesse... se não escrevesse este espaço que está a ler não existiria. O que negaria a minha existência neste contexto, bem como a sua.
E poderíamos estar a dar razão a alguém, cujo nome não me lembro. Mas agora isso não interessa nada.
Tem mais alguma pergunta?

Como é que tens coragem, rapaz?

- Como ousas escrever de modo diferente? Quem és tu para tentar inovar? Tens é de entrar na rotina.
- Mas eu não quero ser funcionário público!
- Mas terás de ser. Isto é um escritório, não uma agência.
- Hmm....
Doem-me as mãos.
De pensar tanto com a cabeça. De tentar fazer as construções ideais para agradar a um destruidor.
Doem-me as mãos. A cabeça está cheia. De palavras, vírugulas, pontos... todos juntos para tentar fazer o quê? Nada. Apenas mais uma construção para ser destruída.
Quem me dera que as mãos não doessem...

Aqueci a sopa

Pus tempo demais.
Queimei a língua.

Crentes, ausentes e presentes...

Era só o título.

domingo, março 20, 2005

Deixaram de ser 30 segundos

Bastam 15 para me aborrecer...

estórias estúpidas

"És um desataviado", disse-me ela, enquanto olhava para o relógio e pensava na louça que gritava por atenção. "Pensas que as coisas são lineares, sem ornametos!"
Eu disse-lhe que não.
Sem muitas certezas, porque não me tenho dono da verdade. Ela riu-se de mim. "Vai mas é pôr o lixo lá fora!", enervou-se.
Peguei no saco, nas chaves de casa e saí. Enquanto descia as escadas descobri. Não consigo separá-la do resto. Envolvo-a no trabalho, nas minhas preocupações. Em todas. E são muitas. Tantas que os dedos das mãos, pés e olhos não chegam para contar.
E cheguei a uma conclusão. Não estou destinado. Para ser o que esperam que eu seja. E projecto a imagem que não quero.
Confusa, distocida, cheia de informações e subtilezas.
Palavras, ide-vos.

Remembering

Há posts a aparecer fora do tempo em que foram editados.
Pelo facto, alguém pediria desculpas.

sábado, março 19, 2005

Eu, como sou.


Escrevo porque não sei desenhar. Mas se soubesse desenhar não deixava de escrever. Porque as palavras dizem o que está além das imagens. Os sentimentos, medos e angústias estão todos plasmados nas palavras. A fotos servem para ajudar.
Mas será que sou melhor a conceber imagens do que a escrever?
Às vezes penso que sim....

Texto tão pessoal que toca

Quando se gosta de algúem e essa pessoa sofre de um problema de saúde, sentimos a dobrar.
Pela situação e por termos saúde e estarmos impossibilitados de dispensar um bocado.
É assim que eu me sinto.

O primeiro dia depois de muitos.

Foram alguns (bastantes) anos sem o fazer.
Hoje, dia do recomeço, fiquei cansado, feliz e com vontade de voltar lá amanhã.
Um assunto a pensar, definitivamente.

quinta-feira, março 17, 2005

Porra

Se ficar chateado é um passo para a criação, deverei andar sempre chateado?

terça-feira, março 15, 2005

Gostos discutem-se

Escrever.
Por muito incrível que pareça aos olhos de quem me conheceu há uns tempos eu gosto de escrever. Muito, de modos diferentes, para muitas pessoas lerem. Isso justifica os três ou quatro blogs em que participo.
Cada um obedece a um modo de escrita e a um tema .
E não me apetece escrever mais nada. Estou farto de vocês, que saem depois de teclar.

segunda-feira, março 14, 2005

Stress

Criticar-me é fácil.

Estou com saudades do que foi

Estou com saudades do que foi. Tempo, espaço e pessoas.

Começar o dia

Frente ao mar, com um café, um perfume antigo e o silêncio. :)

sábado, março 12, 2005

sexta-feira, março 11, 2005


(2:52:18) P2: o que signfica realmente descambar
(2:52:31) P1: boa pergunta
(2:52:36) P2: ou cambar
(2:52:44) P1: vuo ver
(2:52:47) P2: antes de descambar, é preciso cambar
(2:53:14) P1: v. int., cair ou inclinar-se para
um lado;
pender;
rolar, resvalar;
derivar, redundar;
fig., dizer inconveniências;
ser indiscreto.
(2:53:40) P2: sendo que cambar significa...
(2:54:02) P1:
v. int., pender para um lado;
entortar as pernas;
cambalear;
desaparecer.

de cambo = câmbio
v. int., ant., cambiar;
trocar.
(2:54:17) P1: ou seja
(2:54:17) P2: agora fiquei confusa
(2:54:24) P2: cambar é trocar
(2:54:25) P1: cambas, se pnderes p um lad
(2:54:26) P1: e descambas se penderes p outro
(2:54:29) P2: destrocar é cair
(2:54:41) P1: vá
(2:54:41) P1: n destrokes
(2:55:03) P2: mas despender é gastar, logo cambar algo por outralgo
(2:55:10) P1: ou seja
(2:55:35) P1: se eu kiser dizer k tenho coisas pendentes
(2:55:44) P1: digo k as tenho descambadas?
(2:55:48) P2: LOLOLOLOL
(2:55:53) P1: e se disser, vamos lá cambada?
(2:56:08) P1: será k significo
(2:56:16) P1: vamos lá desaparecer?
(2:56:24) P1: ou entortar as pernas?
(2:56:29) P2: mas se o teu chefe te dizer que
estás a descambar quer dizer que tens demasidos pendentes o que significa que n tás a dar vazão com gazão (2:56:43) P1: hmm
(2:56:50) P1: bem vist
(2:56:51) P1: mas...
(2:57:07) P1: ao dares vazão, podes estar a dar gazão
(2:57:11) P1: ou seja
(2:57:24) P1: ele está a dizer k estás a dar vazão com vazão
(2:57:26) P2: tens de dizer "vamos lá descamabada" quando ye referires a uma cambada de coxos
(2:57:27) P1: ??????
(2:57:44) P1: n
(2:57:47) P1: isso seria redundante!
(2:58:03) P1: n?????
(2:58:43) P1: e se tiver algo pendente?
(2:58:51) P1: será k significa k é algo descambante?
(2:59:29) P1: vou parar de pender
(2:59:34) P1: e fazer os telefonemas
(3:01:45) P2: descamab por lá baixo
(3:02:00) P1: hmm
(3:02:03) P1: interessante
(3:02:04) P1: olha
(3:02:13) P1: um insulto novo
(3:02:16) P1: vai-te descambar


quinta-feira, março 10, 2005

WIP

Vejo todo o trabalho que faço como um Work in Progress.
Todos precisam de reajustes, de serem refeitos em partes. Não deixo que seja aprovado sem que os leia 300 vezes. Exijo-me perfeição, ou tentativa de alcançar a melhor proposta possível. Embora existam clientes a quem não interessa isso. Mas tento sempre ser o melhor que consigo. Exaspero-me por causa disso. Passo pela frustração e consequente baixar de defesas, reaparecer, refazer e reformular e, novamente, a ideia de "coisa conseguida", felicidade, desespero, re-frustração.
Tem de ser assim. Porque penso ser esse o caminho.

quarta-feira, março 09, 2005

Expresso

Esta semana com o suposto jornal de referência português (O Expresso), temos como "add-on" o "Guia da boa cama e da boa mesa".
Ora o Expresso revela uma faceta que ninguém conhecia: vai dedicar-se a mostrar o mapa das melhores casas de protitutas de Portugal e dos melhores restaurante a elas ligados.
Parabéns.

Mais um dia, mais uma volta, mais uma moeda

Foi o comentário matinal, quando o Nuno chegou com a bendita chave para abrir o escritório.

sábado, março 05, 2005

Pessoas

Rói as unhas, mas está a fazer um esforço para deixar de fazer isso.
Gostava de falar com o resto das pessoas, mas não sabe muito bem como o fazer.
É reservada. Vê número. Muitos. E não entende como é que os outros não são capazes de fazer um telefonema por eles próprios. Além disso tudo, tem a desvantagem de estar num sítio onde a composição é quase só de homens.
Manda "beijinho" no final de cada telefonema.

sexta-feira, março 04, 2005

É oficial

Postar por mail funciona :)

Modus Operandi

Entrar sorrateiramente, sentar-me, responder a todos os trabalho rapidamente. Fazer as perguntas por MSN a apenas duas pessoas.
Sair com a última pessoa. E assim consigo que ninguém me entre na cabeça a chatear.

quinta-feira, março 03, 2005

Serra da Estrela

As tampas da água Serra da Estrela rompem todas por cima.
Será para que os clientes não re-utilizem as ditas garrafas? Porque se é esse o caso, estamos a falar de uma empresa com o nome de uma montanha que não se preocupa com a própria natureza.

Teste, 1, 2, 3

Estou a testar o postanço por mail...

Ez Special

Quem não tem ouvido, que ouça. O novo single dos Ez Special tem uma particularidade fantástica. O sotaque do vocalista no início. É uma pérola.

Construções na areia

Sou simples de entender: tratem-me bem, se esperam o mesmo. Saibam defender-se se vos "ataco". É o melhor modo de serem considerados. E mais não digo.

Ah pois é!

Quem quer entender, entende. Quem não quer entender, azar. Quem não entende MESMO, pergunte.
Tão simples quanto uma assinatura.

quarta-feira, março 02, 2005

Cheiros

Se alguém conhecer um produto para tirar cheiros do carro, esta caixinha aqui em baixo é o local ideal para deixar sugestões.
Nota: não quero deixar perfume. Só quero mesmo tirar cheiros.

O copy no trabalho

Estranho. É um ser estranho que tem a mania de ir respirar o sol, ver os carros estacionados e olhar para outro lado que não o monitor... e escrever num caderno de folhas de rascunho.

terça-feira, março 01, 2005

Melhor

O dia correu melhor, embora a pressão se tenha mantido a níveis acima do normal. O que é bom, confesso.
Caso contrário, teria adormecido.

Resoluções matemáticas

++= ??????
Esperam-se comentários, OBVIAMENTE.

Dominar-me

Ler, reler, treler e voltar a fazer tudo outra vez.
Aprender que um trabalho não é um blog, que um cliente é um gajo que quer algo que não sabe bem o que é, mas que não é o que lhe dão, quando na verdade acaba por comer aquilo que recusou à primeira.
Aprender que tenho de dominar todo o impulso criativo, que não cabe num espaço que tem, obrigatoriamente, que informar.
Informar. Meter in formas, na brincadeira com a palavra.
Medo:
- de imprimir coisas a mais e, para isso, contribuir para o aumento dos gastos.
- de fazer as perguntas mais estúpidas porque as pessoas estão a trabalhar.
- de abrir o programa, com medo que a pessoa que estav alá sentada tenha deixado mails prontos a enviar.

Vontade:
- de trabalhar. Muito, para além do horário e antes dele.
- de fazer bem. Decorre do medo de falhar.
- de ser grande. Fazer tudo bem e bonito. Mas sem me tornar num pretensioso de merda.