sábado, março 28, 2009

Hoje não me apetece titular

Ando cansado. Eu sei que toda a gente anda cansada, também. É do trabalho, do estudo à última da hora. Eu sei lá. Até pode ser do namorado ou namorada. Toda a gente anda cansada. É verdade. Mas eu ando cansdo de um monte de coisas que se resume a nada. Que me consomem, que me deixam a pensar, e a matutar, e a voltar a pensar.
Do trabalho queixo-me. Aliás, queixo-me sempre, mesmo que me digam que faço bem as coisas, que sou bom, que sim, que está bom, que aprovem, que vá para a frente, que tenha uma ideia. Mas ando cansado. Talvez esteja na altura de tentar fazer outra coisa. Talvez precise de coisas novas: pessoas, rotinas, horários... não sei. Mas uma coisa qualquer que acontecesse.
E sim, sei que repeti muitas palavras. Inadvertidamente. Porque estou a escrever sem pensar, a atirar caracteres para o teclado, como se não soubesse muito bem o que escrever. Ou, pelo contrário, por ter muito que escrever, mas não me apetecer encarar tudo "de frente". Porque custa, porque está muita coisa em jogo, porque não me apetece (e esse é o nome disto) escrever mais. Ponto.

terça-feira, março 24, 2009

Desabafozinho

Há situações que me deixam furioso. Ao ponto de estar prestes a explodir e espancar alguém. Hoje aconteceu-me isso. E agora escrevo aqui. Sem mais referências.

segunda-feira, março 23, 2009

Sim, sou o preto.

Para os outros brilharem, alguém tem de fazer o "trabalho sujo". Ultimamente, é isso que faço. E mais que um "trabalho sujo por dia". Hoje, por exemplo, são 3.

quinta-feira, março 19, 2009

Demoro a fazer as coisas.

É uma verdade. Não consigo fazer tudo depressa. Desde acordar (demoro mais de meia hora para sair da cama), passando por preparar-me (seja de manhã à tarde ou à noite). Demoro sempre mais que o resto das pessoas. Há quem diga que isto é falta de vontade de fazer as coisas. Mas não é. Eu quero fazer as coisas. Sair com as pessoas, estar com elas. Até trabalhar! Mas tenho o meu tempo. Que, como quem diga, é só meu. É assim que sou. Gostem ou não.
E ai de quem reclame! Tenho horror a quem reclame comigo. Até porque não sou de reclamar com os outros (a menos que me provoquem - e sim, o meu ponto de ebulição é baixo).
Voltando ao assunto. Demoro a fazer as coisas. E criticam-me por isso. Bastante. Mas ignoro. Porque, se fosse a responder a todas as provocações chateava-me mais.
Isto acontece, na minha opinião, por eu ser uma pessoa calma, ponderada, que pensa em todos os prós e contras quando. Às tantas está aqui o meu problema. Penso muito. Penso demais sobre uma só coisa. Mas quando é isso que me distingue do resto dos animais, que querem que eu faça?
Aceitem-me.

quinta-feira, março 05, 2009

Vou a todas

Tenho 35 anos, sou solteiro. Bem, nem por isso. Namoro com uma rapariga. Aliás, não é bem assim. Ela pressiona-me muito. Mas não é dela que estou a falar. É de mim. Sou solteiro e muito bom rapaz. Gosto muito de gostar de mulheres. Faço tudo para lhes agradar. Claro que peço sempre alguma coisa. Normalmente sexo. Nada mais me preocupa. Excepto que atirem a minha roupa pela janela, como aconteceu com uma há bem pouco tempo. Mas eu gosto dela. É mesmo verdade. É tão verdade como eu comprar três ramos de flores (iguais, claro) e oferecer a cada uma das minhas amigas. Às vezes elas perguntam-me se tenho namorada, se interrompem alguma coisa a meio. Digo sempre que não. Até porque, com a minha namorada, não é uma história. Eu vejo mais como um conto. Aliás, vários contos, daqueles sem nexo nenhum, como aquele filme das lésbicas, o mul-não-sei-quê-Drive.
Seja como for, é só isto que ocupa a minha vida: ter amigas. Muitas amigas. Mas nunca mais que três ao mesmo tempo. A partir desse número é só dores de cabeça. Sou feliz assim, com as minhas amigas, que não se conhecem entre elas, e a minha namorada, que espero que fique mais de um mês fora da cidade onde vivo.
Apesar disto tudo. A verdade é que me sinto sozinho. E não é só de vez em quando.

(obrigado, Tiago, pela ajuda)

quarta-feira, março 04, 2009

Péssimo acordar

A definição que ela encontrava para si era essa. A de uma pessoa com péssimo acordar. Aliás, este era tão mau, mas tão mau, que só se conseguia falar com ela - desde dizer "vou tomar banho" a "não encontro as chaves" - mais de uma hora depois do despertador tocar. Mas, como ela costumava dizer, nem tudo eram espinhos. Conseguia adormecer com música, televisão ligada ou, até, em conversa com outra pessoa. Escusado será dizer que o marido não gostava muito disso. Nem os filhos.
O problema todo, segundo o marido, era o trabalho que ela tinha. Todos os dias da semana ela tinha de analisar o comportamento no trabalho de mais de 20 pessoas. E isso não era nada fácil. Sobretudo porque ela uma psicóloga humana, no sentido cristão da palavra. Ela sabia que por trás daqueles números havia pessoas, com famílias e filhos. Imaginava, até, que algumas dessa pessoas seriam como ela, com mau acordar.