sábado, novembro 06, 2004

E agora para algo completamente inusitado

Não é costume eu ir buscar citações para justificar o que digo. Geralmente o que digo terá a ver com coisas que li, vi, escrevi ou ouvi. Como em tudo na vida de toda a gente.
Mas gostei sobretudo das duas citações seguintes.

"A virtude termina sempre onde começa o excesso"
Massillon, Jean
Primeiro porque acredito na virtude (a renascentista - a virtù). E também, claro, porque defendo que o excesso é-o mesmo: é defeito (interessante: o termo contrário justifica o outro), na medida em que prejudica o essencial o que realmente interessa a quem escreve e a quem recebe. Tal como a falta, o excesso deturpa, prejudica, envelhece e apodrece.

"O mesmo acontece ao mérito e à inocência: perde-se, desde que deles nos sustentemos"

Kant, Emmanuel
Esta afirmação, então, é fantástica! E tento fazer isto (embora o facto me lembrarem o que faço de bem ser um antídoto à minha maneira de ser). É exactamente por não acreditar em muito no que de bom me dizem que tento sempre e todos os dias fazer melhor e diferente. Mas preciso de algo. Todos os dias. Coisas novas, diferentes, arrebatadoras. É de paixão (não a carnal) que falo. Paixão por escrever, ver as frases a crescerem, a formarem-se. Tudo a encadear-se de forma diferente (ou tento que seja diferente) e de modo a que os outros leiam tudo até ao fim, tal como estará (ou não) a acontecer com este post.
E por aqui me fico. Sem punch-line, mas feliz :)

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