domingo, novembro 28, 2004

Manhã

Acordar cedo é fantástico. Porque vivemos mais. Vemos mais coisas, temos mais conversas e aprendemos mais.
O downside é chegarmos a casa, entrarmos no MSN e não estar ninguém. Ou irmos ler blogs e ninguém ter nada de novo postado.

sábado, novembro 27, 2004

Enfadado

Com o "costume".
Com a porra da mania de sair à noite para encontrar amigos na merda de um sítio onde não se consegue ter uma conversa decente.
Com a aparência.
Com a incompreensão.
Com a merda dos encontrões que me deram hoje enquanto estive sentado num local ruídoso, tentando ter uma conversa decente.
Com a incapacidade/imposibilidade de ser espevitado. Sempre tudo morno enjoa. Quero as coisas a ferver e a gelar, porra.
E agora vou mas é dormir.

sexta-feira, novembro 26, 2004

Estou mesmo a precisar de trabalho. ASAP.

quinta-feira, novembro 25, 2004

Odeio ter coisas para partilhar e não ter ninguém para as ouvir. Ou ser ignorado.
Acho que estou a precisar de uma mudança na vida...

terça-feira, novembro 23, 2004

Agora sim, o último

Obrigado por lerem todos os posts anteriores a este. Este é o último do dia, embora apareça antes dos outros. Por isso, se acham este uma merda, não percam o quão baixo posso descer nos outros.
:)

O penúltimo post deste dia

Estamos todos burros?
Estou aqui a ouvir a entrevista ao Santana Lopes...
É impressionante. Ele é um Bush menos risonho,. Mas é um Bush! Ele que, pura e simplesmente, bloquear a informação livre que temos em Portugal. Ele insiste em que o governo, da mesma forma que os comentadores, deve ter um espaço de contraditório nos canais? Será que ele se apercebe do desdouro que pretende implantar?

Coisas que gosto e coisas que não gosto

Sou curioso. Gosto de perguntar (ADORO perguntar). Pergunto uma, duas vezes. Se não dizem, desisto. A menos que deixem uma abertura de discurso que indicie uma possível pergunta.
Gosto que me façam perguntas. Que me piquem. Mas se digo que não quero falar, não quero mesmo. Se quiser voltar a esse assunto, volto por mim. É preciso ter tacto comigo nestas coisas. Tanto posso ser a pessoa mais alegre do mundo como a mais sisuda. O meu gráfico de humores tem curvas ascendentes e descendentes muito acentuadas.
Adoro jogos, embora admita que tenha auto-travões, porque existe uma pessoa comigo, que merece todo o meu repeito. E gosto que gostem de mim, embora admita (muito sinceramente) que não me acho grande piada nem vejo a razão de me acharem interessante (claro que não me refiro ao visual - sei perfeitamente como poderia ser e, infelizmente, como sou).
E apeteceu-me dizer isto...

Ênfase

Gostava de citar pessoas neste blog. Mas não vou fazer isso porque iria pôr pessoas a pensar coisas do género: "Por que citou ele alguém que eu não conheço? Será que ele não quer saber das outras pessoas? Ou será que ele prefere pessoas novas em deterimento das mais "antigas"? E quem é esta pessoa que ele cita?"

E para não levantar essas questões eu não cito ninguém. Mas gostaria de citar. Mas essa pessoa acabará por saber da minha intenção de a citar. Ou então não. ;)

"Teclanço" é com "ç" ou com "s"?

O blogger está quase sempre aberto, à espera que algo de novo surja para escrever. Por vezes há lampejos, raios que surgem não se sabe bem de onde que originam o correr dos dedos pelo teclado. Tão rápido correm que se ouve o meu irmão a dizer: "Levanta os dedos quando escreves! Estás a fazer muito barulho!"
Mas os dedos continuam. E ele irrita-se e acaba por sair da inha beir a e vai para o quarto ou cozinha, porque o som dos dedos a teclar o incomodam. É tão bom ser assim!

Jogos de palavras

Quem sabe ao que me refiro, sabe.
Jogos de palavras. Podem ser apenas para despertar outras palavras. São (ou poderão ser) estímulos para outras ideias, outras palavras, modos diferentes de ver as coisas. Não sei. Mas, sempre que precisar, eu tenho os jogos de palavras. Muito, infelizmente, às vezes...

Foi sem querer

Hoje, sem querer aleijei alguém. Muito. A minha sorte foi que o sangue assustou mais que a própria ferida. Felizmente ele está bem. Mas foi um susto dos grandes.
Quanto a mim: quatro feridas muito pequenas nas mãos, uma em que o sangue ficou debaixo da pele, formando uma espécie de sinal. Mas estou bem. Não é nada de grave.

domingo, novembro 21, 2004

Outro sem título

Pára. Não escrevas. Não partilhes isso com ninguém. Várias vezes disse/digo isso para mim mesmo. Para quê dizeres que estás contente/triste/esperançoso, etc? Ninguém se interessará. Melhor, quem se interessará verdadeiramente não quer saber disso! Ou não tem tempo para ler o que escreves, que seja bem, mal ou mais ou menos bem escrito. Aliás, para que escreves? E por que escreves?
Que seria de mim sem ela?
Várias vezes me pergunto, sabendo que a resposta é invariavelmente a mesma: "Não seria o que sou hoje".
Mas talvez fosse melhor pessoa. Possivelmente sim.
O que interessa é que neste momento dependo dela. Muito. Ela traz-me muito daquilo que gosto. Muitas vezes, muitos dias, várias vezes ao dia.

Não tenho título

Acordo. Ligo o computador, e abro a caixa de e-mail. Espero sempre por notícias tuas, que acabam por não chegar. Carrego no botão "F5" tantas vezes que acabo por criar um erro no computador: "Do you wish to send error report?". "Não", respondo. Umas 200 vezes.
Reinicio o computador. Reabro a caixa de mail. Ainda não enviaste nada, hoje. Continuo apreensivo. Mais umas vezes a carregar no "F5". Mais um erro. Não quero enviar porra de mensagem de erro nenhuma!!! Será que és estúpido? Já não te tinha dito isso? Umas 200 vezes?
Desisto. Vou para o quarto e descarrego os mails alojados no servidor. Tenho à volta de uns 120 e-mails para ler. Começo a fazer isso. "Delete", "Delete"... Um movimento que se vai repetindo. Over and over and over. Ponho Moloko a tocar. Desligo o computador e deito-me na cama. "hoje não comprei o jornal", penso. "Nem tenho vontade de o fazer". E deixo-me fixar. A olhar para o tecto, com a cadela a rondar-me, tentando deitar-se o mais perto de mim. E eu a desviá-la. Torna-se chata, ela, quando quer deitar-se muito perto de mim. Chega a pressionar as minhas pernas de tal forma que fico com dores quando acordo, de manhã.
Acordo. Não ligo o computador. Em vez disso visto-me, tomo o pequeno-almoço e saio de casa. Cedo. De tarde acabo por ficar no meio de teclas, a escrever sobre o que nada existe para dizer, ou a mandar bocas e desbocas a quem quer que interlocute comigo.
Jantar. Descansar. Dormir.
Amanhã parte disto se vai repetir. Até ao fim dos meus dias, quer eu queira quer não.

sexta-feira, novembro 19, 2004

Saudades

Sinto a tua falta... E saber que só te vou voltar a ver daqui a meses adensa a saudade.

quarta-feira, novembro 17, 2004

Como as coisas andam

Cansado, ocupado, atarefado.
Com objectivos bem definidos e cabeça no lugar.
Galanteado, amigo, ouvinte e confidente.
E tudo isto em mim.

Às vezes é assim

Somo assolados por um aperto no coração. Medo, tristeza, indecisão. chega de tudo de uma vez... E assim ficamos. E não falamos. Porque disso não queremos falar. Recusamo-nos a falar!

terça-feira, novembro 16, 2004

É assim, prontos

Tinha um post muito engraçado para escrever. Mas passou uma corrente de ar que o levou. E o dito post ficou preso numa árvore.
Quem chamo? Os bombeiros do postanço?

domingo, novembro 14, 2004

Like people do it

Foi isto que me deu para escrever quando o "Create a new post" apareceu.
É impressionante como pequenas coisas não relacionadas podem despertar uma série de sinapses para outras coisas.
Obrigado

quarta-feira, novembro 10, 2004

Divagações

As vozes tímidas conseguem muito mais que as atrevidas/fortes/decididas.
Think about it

segunda-feira, novembro 08, 2004

O que me disseram no MSN

"ele torna-se agradável, apesar daquele tamanho todo"
Foi uma rapariga, a falar com outra.
Nem digo quem foi. Ela vai acabar por comentar.

domingo, novembro 07, 2004

As coisas que me rodeiam

Se há alguma coisa que eu tenho e que me atraia continuamente, é a esferográfica. É com ela que vou escrevendo as coisas idiotas que me passam pela cabeça, que ouço dizer ou que me dizem. Serve para tudo. Apontar o risível, o que tenho para fazer, o que gostaria de fazer ou o que nunca farei.
Mas uma das esferográficas que tenho é temperamental. Tanto se lhe dá para funcionar (é das de mola) como se lhe dá para ficar lá dentro, escondida, recusando-se a escrever o que seja, numa espécie de greve da função pública, mas sem aviso.
Outras vezes dá-lhe para o contrário. Não que ir para a "toca". Fica sempre pronta a escrever, a chamar-me até para que possa gastar o bocado de tinta. Nestes dias adoro-a. Porque escrever com ela agrada-me. O toque do corpo dela, a forma como encaixa na mão e a cor dela são perfeitas.
E escrevo este post numa altura em que a procuro. Não sei onde a pus da última vez que a usei...

sábado, novembro 06, 2004

Este post tem texto. Contudo, apenas pessoas inteligntes conseguirão desenvencilhar-se e descobrir o que aqui está escrito.
Se conseguiste, fica a saber que és um ou uma onanista crónico (a).

E agora para algo completamente inusitado

Não é costume eu ir buscar citações para justificar o que digo. Geralmente o que digo terá a ver com coisas que li, vi, escrevi ou ouvi. Como em tudo na vida de toda a gente.
Mas gostei sobretudo das duas citações seguintes.

"A virtude termina sempre onde começa o excesso"
Massillon, Jean
Primeiro porque acredito na virtude (a renascentista - a virtù). E também, claro, porque defendo que o excesso é-o mesmo: é defeito (interessante: o termo contrário justifica o outro), na medida em que prejudica o essencial o que realmente interessa a quem escreve e a quem recebe. Tal como a falta, o excesso deturpa, prejudica, envelhece e apodrece.

"O mesmo acontece ao mérito e à inocência: perde-se, desde que deles nos sustentemos"

Kant, Emmanuel
Esta afirmação, então, é fantástica! E tento fazer isto (embora o facto me lembrarem o que faço de bem ser um antídoto à minha maneira de ser). É exactamente por não acreditar em muito no que de bom me dizem que tento sempre e todos os dias fazer melhor e diferente. Mas preciso de algo. Todos os dias. Coisas novas, diferentes, arrebatadoras. É de paixão (não a carnal) que falo. Paixão por escrever, ver as frases a crescerem, a formarem-se. Tudo a encadear-se de forma diferente (ou tento que seja diferente) e de modo a que os outros leiam tudo até ao fim, tal como estará (ou não) a acontecer com este post.
E por aqui me fico. Sem punch-line, mas feliz :)

Pressa, rapidez, stress, ginseng

Não sei o que se passa. A cabeça funciona a 200, os dedos não param de teclar, com vontade de pressionar teclas ainda mais, e mais, e mais, e mais...
Mas não ter sobre o que escrever deixa-me meio triste. Queria ter ideias para escrever. Por outro lado, não as posso escrever. A namorada não tarda está a chegar para irmos sair... Afinal de contas não estamos tanto tempo quanto isso juntos... além do mais há que aproveitar os últimos dias (ou os possíveis últimos dias - ou será que todos os dias são os últimos?) para estarmos juntos.
Mas sou capaz de ter sobre o que escrever. Mas aqui não. Não neste canto, onde um montão de gente cá passa, a ver o que escrevo, sobre o que escrevo. Ao fim e ao cabo, sobre o meu umbiguismo. É disso que se trata. Mas até o umbiguismo tem limites.
Por isso vou falar de jardinagem.
Não agora, não neste post.
Porque seria destruir a estrutura interna não construída que arquitectei para este post.

quinta-feira, novembro 04, 2004

Para quem não sabe, estou a fazer um part-time em telemarketing, esse mundo maravilhoso, desconhecido (e ainda assim abominado) por muita gente.
E este post serve apenas para dizer uma coisa: que uma das raparigas que aqui trabalham tem um "hmm" de compreensão quase erótico. Mal sabe quem está no outro lado como ela é.
É o que dá ter uma boa voz...

...searching... ...searching...

Ainda não a encontrei.
ONDE ESTÁS?

quarta-feira, novembro 03, 2004

O dia inteiro

Ando há dias, o dia inteiro, à procura DA palava. Do não-sei-quê que poderá despoletar tudo. Procuro, procuro, procuro e não encontro. Onde estás tu?
Preciso de ti.

segunda-feira, novembro 01, 2004

"Um destes dias vais casar"

Foi a minha mãe que o disse.
Ri-me e utilizei o contraditório. Eu não vou casar. Não quero. Não acho útil.