Depois de 21 horas fechado numa sala de 24 metros quadrados, saí.
O dia já nascia, os varredores já andavam pela cidade, a prepará-la para mais um dia: cinzento, triste, fechado.
Cheguei a casa. Abri o portão. Não me lembrava de ter deixado o pão em cima da mesa e tremi quando vi a louça acumulada, a gritar por um banho.
Ignorei-a.
Despi-me, lavei os dentes, que ansiavam há já algumas horas pela pasta de dentes.
Deitei-me.
Liguei a televisão, para que as notícias me cantassem uma canção de embalar. Vi as capas dos jornais, uma notícia sobre as ribeiras de Lisboa. Não me lembro e mais nada.
10:42. O telemóvel toca. Atendo. Era a minha mãe. O Tiago, que estava em coma profundo há uma semana e tal no Santo António, tinha falecido. Tive de voltar a adormecer. Acordei era meio-dia. Deixei-me ficar na cama até às 13. Levantei-me com o sinal horário das 13, a marca de arranque do Primeiro Jornal da SIC. Banho, passar a roupa a ferro.
Trabalho.
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