terça-feira, maio 10, 2005

Mais um para o molhe

Todo o tipo de coisas têm de ser escritas. Sob pena de ficarem atravessadas na garganta ou nos dedos, provocando uma remoinho interno que se vai acumulando até que certo dia um gajo estoura. E depois?
Estou a precisar de escrever sem vírgulas, porque todas as ideias se relacionam com as seguintes, mesmo que seja apenas e só na minha cabeça.
Preciso de escrever sobre tudo. Sobre a música que estou a ouvir (Coldplay – Trouble). Preciso de dizer que estou numa teia de aranha, que me arrependo de muita coisa e que quero sair de onde estou. Estou farto de me sentir preso, como pássaro na gaiola que nasceu no ar livre. Preciso de gritar, escrever mal e ter alguém que me saiba ajudar a ser melhor. Sim, porque não me julgo melhor do que alguém que exista ou conheça. Sou capaz de percepcionar mais depressa o que as pessoas têm de bom que o contrário.
Talvez por isso ainda acredite tanto nas pessoas. E espero sempre que elas vejam o que eu tenho de bom (que sou incapaz de percepcionar, admito) e ajudem a que eu seja melhor.
Sinto-me mal. Por não ser aquilo que penso, ou não transmitir de forma ideal o que penso.
As palavras são demasiado limitadas para transmitir isso tudo. O que penso, como penso. Mas tem de ser através delas. Por isso é que penso que não sou grande coisa com elas. Ou a escrevê-las. Sou melhor no “jogo”. No um-a-um.

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